sexta-feira, 6 de julho de 2018

Análise - Sushi Striker: The Way of Sushido (3DS & Switch)

Há imensas opções para quem gosta de títulos que misturem ação e puzzles, mas poucos são os que conseguem entregar diversão como Sushi Striker: The Way of Sushido.


Este jogo apresenta-se como se fosse uma experiência de anime misturada com videojogo. A premissa é simples: um mundo onde não existe peixe e onde o Sushi apenas existe graças a criaturas míticas (Sushi Sprites) o que gera uma "Guerra Mundial" pelo controlo deste tão apetecido pitéu. Assumindo o papel da(o) protagonista, vamos explorando o mundo à procura de derrotar o Império e de fazer com que o Sushi fique acessível a todos. Para conseguir isto temos que lutar através de comer o Sushi e atirar os pratos vazios ao nosso oponente. Não, não estou a brincar.

Sistema de batalha na Nintendo Switch | Fonte: Nintendo
Para batalhar, temos de fazer ligações em conjuntos de, pelo menos, 2 pratos da mesma cor e amontoar a loiça à nossa frente para depois a usarmos como arma de arremesso. Note-se que o objetivo é juntar pratos da mesma cor, sendo que isso não significa que estes tenham o mesmo tipo de Sushi. Cada peça de Sushi pode ter efeitos para o jogador (como por exemplo, as peças com fruta recuperam HP) e cada cor de prato influencia o dano infligido.

Sistema de batalha na 3DS | Fonte: Nintendo
Quando começamos a nossa aventura, ficamos amigos de Jinrai, o nosso próprio Sushi Spirte que nos acompanha ao longo de todo o jogo. Durante a exploração e após certos níveis, podemos ficar amigos de vários outros Sushi Sprites, cada um com habilidades especiais para poder utilizar em combate a facilitar o nosso trabalho. Ao estilo Pokémon, podemos encontrar vários Sushi Sprites e registá-los num Catálogo.

Perfil de Jinrai, o nosso parceiro Sushi Sprite | Fonte: Nintendo
No que diz respeito à jogabilidade, não há muito a dizer. Na verdade, já quase tudo foi dito. O sistema de batalhas é sempre o mesmo, com as mesmas mecânicas e com pouca diversidade. Para além dele, resume-se a podermos navegar pelo mapa e fazer combates contra outros jogadores localmente ou online. O jogo tenta inovar-se apresentando alguns desafios no combate, mas a verdade é que a sensação de repetição não desaparece. Pode ser divertido, mas não é para longas sessões de jogo.

Cutscene da versão Nintendo Switch | Fonte: Nintendo
Quanto a gráficos, este jogo não tem muito que se lhe diga. Tem cores vibrantes e muito ao estilo anime. A versão da Nintendo 3DS sofre os naturais cortes na resolução, mas nem assim deixa de ser um jogo vibrante e apelativo.

Cutscene da versão Nintendo 3DS | Fonte: Nintendo
Sushi Striket: The Way of Sushido oferece diversão e repetição, mas ainda assim consegue ser surpreendentemente viciante. As batalhas, apesar de recorrerem sempre às mesmas mecânicas, são frenéticas e apelativas, o suficiente para nos esquecermos da sua essência simples: atirar pratos ao oponente. A história do jogo é demasiado cliché e forçada, mas não deve ser levada demasiada a sério já que, tal como o jogo, é suposto ser casual.

Nota: análise feita com base num código final do jogo, gentilmente cedido pela Nintendo 

Nota: 7 peças de Sushi em 10 peças de Sushi.

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