quinta-feira, 27 de junho de 2019

Crítica - Toy Story 4 (Filipe)

     Aviso: Não sou de modo algum perito em cinema pelo que o exposto corresponde à minha opinião e pode conter SPOILERS, por isso procedam pela vossa conta e risco!
     Antes de mais, queria agradecer à NOS pela oportunidade de ir ver a antestreia do mais recente filme de uma das minhas franquias preferidas de animação.

     2019. Acho que este ano marca finalmente o fim (passe o pleonasmo) de uma das franquias de animação mais marcantes. Porque o final é a despedida perfeita e é bom saber quando parar.
     Ao nível da história, não há o que apontar. O enredo começa no passado, de modo a percebermos como Bo Beep deixou Woody e companhia 9 anos atrás.
     Daí voltamos para o presente para ver Bonnie, a nova dona dos brinquedos outrora de Andy a brincar com eles mas a deixar Woody de fora. E como a escola está a começar, ou melhor, é o dia da apresentação, o medo e o receio de iniciar um novo ciclo aparecem. Sentimentos normais em alguém que vai começar uma nova etapa. E tudo piora quando o pai lhe diz que não pode levar nenhum brinquedo com ela. Claro está que Woody não deixa a oportunidade passar e sorrateiramente acompanha Bonnie na apresentação.
     Na creche Bonnie cria um brinquedo novo, Garfy, com objetos que estavam no lixo.
     E é este novo brinquedo que leva Woody numa viagem (tanto física quanto emocional) pelo filme. Isto porque nessa semana antes da escola começar, a família vai fazer uma viagem e Woody incumbe-se da missão de não deixar Garfy voltar para o lixo como este tenta sempre fazer.
Garfy | Imagem: IMDB
     A arte do filme é muito boa. Seja pelo design dos personagens que já conhecemos, pelos novos e pelos cenários, tudo tem cores cativantes e adequadas à cena que é exibida.
     A animação também está sublime, quer seja pelos brinquedos, pelos humanos ou ainda pela forma como se mexem e como tudo acontece, acho que ficamos todos encantados de ver o que se passa na tela.
     Afinal, é da Disney e da Pixar de quem estamos a falar.
Buzz Lightyear | Imagem: IMDB
     As personagens tem desenvolvimento sejam elas velhas conhecidas ou novas. Da parte dos velhos conhecidos (excetuando Woody, mas esse falarei mais à frente), todos voltam como os conhecemos, como a perspicaz Jessie, o assustadiço Rex ou Buzz com um novo dilema filosófico.
     Das novas, temos a antagonista Gaby Gaby e os seus assustadores capangas Bensons, a dupla tresloucada composta por Ducky e Bunny, Duke Caboom e a sua falta de convicção, a amiga de Bo Beep, Giggles McDimples e Garfy, com a sua maneira "desajeitada" e peculiar de estar no mundo.
     E por fim, Bo Beep, que como seria de esperar de alguém que passou 9 anos fora do conforto de um lar, está mais capaz, mais autónoma e independente e Woody e a sua montanha russa de ser um "cabeça-dura" até perceber que os tempos mudam e consequentemente as circunstâncias, os pensamentos e as decisões a tomar.
     Outro ponto interessante nesta película é a dinâmica entre Woody e Gaby Gaby, dois brinquedos da década de 50, mas com sortes diferentes na vida. Enquanto Woody nas mãos de Andy foi o seu brinquedo preferido e está em ótimo estado de conservação, Gaby Gaby por outro lado, nunca teve esta sorte. Um problema na sua caixa de voz e a falta de uma criança na sua vida deixaram-na insegura acerca de si e por isso esta quer tanto a caixa que Woody tem e faz de tudo para a obter. Assim como ambos partilham o mesmo ideal de estar sempre presente para uma criança.
Woody, Bo Beep e Giggles McDimples | Imagem: IMDB
     As piadas são adequadas tanto a crianças como para adultos, não são forçadas e são até construídas com o tempo (não é que estavas certo Botão de Ouro?).
     As vozes portuguesas estão também elas muito boas como seria de esperar tendo em conta o historial que não só esta franquia tem como as diversas animações da Disney e da Pixar tiveram em terras lusas.
Woody, Bo Beep e Duke Caboom | Imagem: IMDB
     Para finalizar, acho que Toy Story despede-se da maneira certa. Tocou em temas que a franquia sempre mostrou, como rejeição, medo, ansiedade, esperança, felicidade amizade e mostrou-nos que as pessoas podem mudar, porque o que lhes aconteceu na vida pode ter condicionado as suas decisões mas não as impede de aprender.
     E o exemplo máximo disto é o protagonista, Woody. De fiel companheiro de Andy, de brinquedo preferido e especial, com uma visão centrada na ideia de estar lá para a sua criança, até perceber que também devemos olhar pela nossa felicidade e podemos ajudar os outros a conseguirem os seus sonhos.
     E não tenham pressa de sair do cinema pois existem 5 cenas pós-créditos.
     Por tudo isto, só me resta dizer: "Para o infinito, e mais além!".
Woody, Buzz Lightyear, Jessie e Garfy | Imagem: IMBD

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