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Eu e o Pedro Nogueira fomos ver O Rei Leão e ficamos de fazer uma crítica ao filme. Como o Pedro não tem computador neste momento, teve que me enviar o texto para que pudesse ser publicado. Acontece que eu gostei tanto do texto original dele que decidi não colocar nada da minha crítica.
Aqui vai a opinião do Pedro F. Nogueira sobre o filme:


O Rei Leão, sendo ele na sua versão original ou nas intermináveis adaptações que tiveram para outros meios, em sua maior parte, mantiveram o que o primeiro criou: uma perspectiva humana em animais e em suas relações.

Este filme é acima de tudo uma história sobre personagens, esses que podem ser transpostos em relações humanas, pelo tanto que são personificados. O motivo total de sua existência era poder contar uma história de impacto que crianças se interessassem e aprendessem alguma coisa sobre a vida.
Com o original de 1994 esse objetivo foi mais que atingido, foi conquistado. Fenómeno virou sinónimo deste longa. As músicas criavam emoção e a história trazia um pensamento leve sobre a vida, para ajudar no caminho de qualquer criança que visse. É inegável o seu apelo. Quando lançaram o show da Broadway foi um tremendo sucesso e logo se espalhou pelo mundo. Eles conseguiram transmitir o mesmo intendido pelo filme só que com apenas máscaras e performance.

Simba - Foto: NOS Audiovisuais
Quando o remake de 2019 foi anunciado muitos se animaram, mas da mesma forma que sempre há pessoas com o pé atrás, dessa vez foram mais que o normal. Os últimos remakes da Disney não tem sido da melhor qualidade e alguns até discutem se essa tendência deve continuar.
Deve ser dito, The Lion King 2019 não faz juz ao original, nem de perto. Além de ser praticamente um copy-paste de cenas consegue se distanciar nas que mais tem importância.
No momento das músicas, as quais deveriam transmitir uma emoção e ter alguma forma de impacto, o longa quebra completamente com qualquer personalidade que estas podiam ter. A principal discussão que este filme levanta é se é realmente importante trazer algo para o real sendo que este quebra com a personalidade já estabelecida.
Nada nesse filme transmite o que o original pretendia, e não haveria problema se ele tentasse transmitir algo diferente, no entanto nem isso é feito. O filme tenta atingir o nível do primeiro sem ter nada que o torne único.

Simba (esquerda) e Scar (direita) - Foto: NOS Audiovisuais

O mundo de CGI criado por este longa é lindo, tendo uma fotografia maravilhosa e uma qualidade milionária. Mas, infelizmente, isso não o beneficia em nada.
A personalidade destes animais não consegue ser transmitida sem os movimentos e expressões faciais. A diferenciação de um animal para o outro é raramente notável, principalmente quando se trata das leoas. No escuro é quase impossível de distinguir dois personagens ligeiramente parecidos. O filme não possui personalidade e não conseguiu criar uma própria, isso é facto.
O filme funcionaria melhor como uma documentário especial do National Geographic porque a única coisa que conseguiu foi me deixar com vontade de assistir o original novamente.

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