quarta-feira, 15 de agosto de 2018


Tenho que dizer que minha intenção inicial não era ver este filme. No entanto, a convite de nossos novos parceiros da NOS, tive a oportunidade de ver em primeira mão o novo lançamento da Marvel. E devo dizer que estou um pouco decepcionado com o produto final.


Primeiramente tenho a dizer que o filme não é ruim, de maneira alguma. Porém acho que poderia ter sido muito melhor executado e desenvolvido. O filme, para quem não sabe, se passa após os eventos do primeiro (como já se era esperado), mas sem maiores detalhes. É possível, então, determinar que os eventos ocorrem em conjunto aos do Avengers: Guerra do Infinito, mesmo este não sendo mencionado diretamente em nenhum momento. Parece em certos pontos até que o filme esqueceu que pertence a um universo cinematográfico maior, outro ponto que gostaria de abordar. Esta sequência parece ser criada apenas como uma ponte entre dois filmes de maior importância e acho que foi o maior erro cometido. O filme não tem como objetivo a história de um personagem, mas sim preparar a audiência para o que está por vir. Não reclamaria muito disto, especialmente pelo facto de realmente ser um universo de filmes interconectados. Contudo há exemplos de outras superproduções que funcionaram não só como filme, mas como pontapé para sequências. Exemplos mais óbvios seriam Capitão América: Soldado do Inverno, com consequências generalizadas, e Guerra Civil, sem necessidade de explicações.


Saindo um pouco da conexão de Homem-Formiga com o resto da Marvel, temos um filme regular, sem muito o que expressar para a audiência. Se não fosse pela química entre os personagens já conhecidos e algumas piadas entregues em momentos oportunos, esta sequela não traria nada que justificasse um gasto de tempo e dinheiro. Como eu disse, há duas razões principais que me fizeram sair da sessão de cinema e não ter sentido que perdi meu tempo. Os atores que conhecemos trabalham muito bem juntos, se transferem para o papel. Os personagens se beneficiam disto e no final acabam por tornar a experiência mais interessante. A comédia é uma forma que os Estúdios Marvel acharam para fazer com que por pior que seja um filme, as pessoas consigam pelo menos se divertirem. Com alguns filmes, eles falham, com outros acertam. Há algumas quebras de tensão que já viraram comuns nestes filmes, mas fora isso nada grave que não esperava. Apesar de nem todas as piadas terem feito algum sentido no momento em que foram apresentadas, pelo menos no geral conseguiram entreter. Não sai inteiramente satisfeito, no entanto me diverti. Isto que é importante no final das contas.


Agora quero falar um pouco de outros aspectos, sendo o principal deles as cenas de ação. No primeiro filme do personagem tiveram algumas lutas que apesar de criativas não desfrutaram ao máximo do que os personagens eram capazes. Mesmo em Guerra Civil não houve muito aproveitamento, especialmente por causa de sua curta aparição no longa. Nesta sequência acertaram em cheio. Talvez não completamente, mas conseguiram atingir outro nível. As cenas são bem construídas e formuladas. Todos os momentos, mesmo contra capangas normais, temos incríveis usos dos novos trajes e das capacidades de ambos heróis. A Vespa foi a que teve as melhores aparições, sempre demonstrando um grande conhecimento de artes marciais e um completo controle das suas habilidades. A capacidade de voar com certeza trouxe outras possibilidades, mas acho que faltou um pouco de aproveitamento neste sentido. Os carros e outros veículos foram utilizados ao máximo desta vez. Grande parte dos conflitos do filme acontecem ao redor de veículos. Os efeitos especiais utilizados e a incrementação das tecnologias a certos objetos foram feitos extraordinariamente, mas já é de se esperar (não aceitaríamos nada pior não é mesmo?). Os vilões em grande parte são capangas, e não demonstram nenhuma capacidade além de figuração.


No entanto, um dos vilões tem um estilo bem peculiar na forma com que aborda as batalhas. Ela, que é mostrada nos trailers, consegue atravessar objetos e até paredes e traz uma mecânica completamente diferente para as cenas. É muito mais interessante ver um vilão que possui habilidades opostas aos heróis do que um com as mesmas capacidades, como no primeiro filme. Mesmo assim, esta e os outros inimigos do filme não se destacam entre os diversos da Marvel. Os problemas que possuem e os seus objetivos não são somente genéricos como também nada envolventes. Isto também se remete à história do filme em si. Parece que o roteiro gira em torno de uma menção feita no primeiro filme e o resto um pouco forçado nos personagens. O interessante é ver as consequências da Guerra Civil ainda acontecendo. Por fim acho importante mencionar que uma das coisas que mais decepciona neste longa é a resolução dos problemas. Primeiro que em nenhum momento os vilões realmente demonstram uma ameaça. Os personagens sempre estão fazendo algum tipo de piada que tira toda a tensão criada, sendo assim, em nenhum momento é sedimentado em nossas mentes a intimidação que deveria vir dos inimigos. Não posso falar mais da resolução do filme sem entrar em spoilers, então só gostaria de dizer que é apressada e acaba afetando a diversão do filme.



Após esta crítica posso dizer que me diverti em partes, mas me senti decepcionado, não muito pelo filme, mas pelo estúdio que continua produzindo longas com roteiros banais. Termino dizendo que não deve perder seu tempo com ambas cenas pós-créditos, apenas com a primeira.

Fotos: Marvel Studios | Crítica feita com base na visualização do filme em ante-estreia nos cinemas NOS

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A Xiaomi é uma das marcas mundiais em maior crescimento na área da tecnologia, sendo que já chegou ao quarto lugar mundial do ranking de vendas de smartphones. Mas se estão perto do pódio nos telemóveis, nas smartbands estão na liderança! Falemos então da mais recente e esperada smartband da marca chinesa: a Xiaomi Mi Band 3.


Desde a primeira Mi Band, a Xiaomi fez sucesso no mercado das smartbands. Uma pulseira barata e com funcionalidades acima da média fizeram-na destacar-se. Mas foi com a Mi Band 2 que a popularidade subiu a pique: bastou acrescentar um ecrã na pulseira para a deixar muito mais atraente e autónoma, algo que faltava na versão anterior.

Agora, a Xiaomi lançou a Mi Band 3, e todos os defeitos e falhas que se apontava à Mi Band 2 parecem ter sido resolvidos.

Caixa da Mi Band 3 | Foto: GeekStorm
A Mi Band 3 é uma pulseira que funciona como relógio e monitor das atividades do dia-a-dia. Registo dos passos, batimentos cardíacos e registo de atividade física, são apenas algumas das funcionalidades que herdou da sua antecessora. Mas agora informações sobre o estado do tempo, cronómetro e até detetar a localização do telemóvel, são as novidades que esta nova versão traz para o jogo.

Conteúdo da caixa: Mi Band 3, Pulseira e Carergador | Foto: GeekStorm
Medir a qualidade de sono continua a ser uma funcionalidade disponível na Mi Band 3. Para além disso, se possuírem algum dispositivo Smart House da Xiaomi compatível com a funcionalidade de Bluetooth, assim que adormecerem, a Mi Band 3 envia uma informação para o dispositivo. Por exemplo, se tiverem um Mijia Bedside Lamp, este ao estar sincronizado com a smartband, assim que adormecem, podem programar o candeeiro para se desligar automaticamente.

O ecrã da Mi Band 3 é bem maior e mais brilhante que o da antecessora, apesar de continuar a sem ser possível ajustar a luminosidade do visor OLED, nem manual nem automaticamente. Para além disso, passou a ter a funcionalidade de ser ecrã táctil.
Em termos de dimensões, a nova versão da smartband é ligeiramente maior que a anterior, embora essa diferença não seja perceptível quando no pulso.

Aspeto da Mi Band 3 no pulso | Foto: GeekStorm
A bateria da Mi Band 3 não é muito grande, mas é maior que a anterior: 110 mAh e é capaz de aguentar, segundo a Xiaomi, cerca de 20 dias. Segundo o nosso teste, estes valores estão corretos, mas também depende se, por exemplo, pretendemos que a smartband nos mede várias vezes ao dia a nossa pulsação. Há funcionalidades que exigem mais algum consumo de bateria e isso pode afetar os tais 20 dias de média referidos. Ainda assim, termos um aparelho que só precisamos de carregar uma vez por mês é algo inédito nos dias que correm.

Sendo esta uma smartband com Bluetooth, a ligação ao nosso smartphone é apenas um passo natural. Compatível com Android (4.4 e superior) ou iOS (9.0 e superior), basta instalar a aplicação da Mi Fit a partir da loja de aplicações para poder utilizar em pleno as funcionalidades da Mi Band 3. Ligado ao smartphone, podemos receber notificações de várias aplicações que podemos definir. Para além disso, podemos ler as primeiras linhas de mensagens e emails, tal como ver quem nos está a ligar e até rejeitar ou silenciar as chamadas.

Xiaomi Mi Band 3 | Foto: GearBest
A utilização da Mi Band 3 é extremamente intuitiva e fácil de nos adaptarmos. Apesar de ser maior que a versão anterior, é extremamente confortável no pulso e quase que nos esquecemos que a estamos a utilizar. As funcionalidades estão ajustadas e acabam por ser tudo aquilo que gostaríamos de ter visto na Mi Band 2.
A Xiaomi apresenta-nos uma excelente smartband por um preço que quase parece impossível, mas é essa a mais valia da Mi Band 3: baixo preço e alta qualidade. Uma recomendação instantânea.

sábado, 11 de agosto de 2018

Foi uma das novidades que a Bethesda apresentou na E3, mas agora chegou a vez de mostrar um video com gameplay do novo jogo da série Doom.


Doom Eternal apresenta novos inimigos, armas, locais e habilidades para o jogador, mas os fãs não têm que se preocupar, pois a essência de Doom, a jogabilidade incessante e imparável a ritmo alucinante continua a marcar presença.

Durante a apresentação na QuakeCon 2018, a Bethseda afirmou que "não estamos apenas a construir um jogo de Doom, estamos a construir um universo de Doom". Esse universo ainda não tem data de lançamento à vista, mas ficamos agora a saber que, para além de PC, PlayStation 4 e Xbox One, Doom Eternal verá também a luz do dia na Nintendo Switch.

Podem ficar aqui com o video de apresentação da QuakeCon:

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A Samsung apresentou oficialmente o seu novo topo de gama para o resto de 2018: o Samsung Galaxy Note 9.


Este novo terminal da empresa sul coreana apresenta um design diferente do seu antecessor na parte traseira. O preço do smatphone ultrapassa a marca dos 1000€, com um preço definido na casa dos 1029,99€.

Galaxy Note 9, a nova aposta da Samsung | Foto: Samsung

Embora tenha algumas melhorias nas especificações, estas não são assim tão significativas. O maior foco do Note 9 foi em corrigir algumas das falhas do Note 8, como é exemplo a posição do leitor de impressões digitais.

São 4 as cores do dispositivo: Preto, azul, rosa e castanho | Foto: Samsung

A caneta continua a ser uma característica de destaque no Note 9, mas a Samsung diz que a S-Pen está ainda melhor nesta versão, com mais funcionalidades do que nunca.

Características:
  • Processador Exynos 9810 ou Qualcomm Snapdragon 845 (dependendo da versão);
  • Ecrã Super AMOLED de 6.4 polegadas com resolução Quad HD+;
  • 6GB ou 8GB de RAM (dependendo da versão);
  • 128GB ou 512GB de memória interna (dependendo da versão) com capacidade para expandir com Micro SD até 512GB;
  • 4000 mAh de bateria, compativel com Carregamento Rápido e Carregamento Sem Fios;
  • Possibilidade de Single ou Dual Sim;
  • Duas câmaras traseira, com 12MP, com possibilidade de gravar vídeo a 960fps com resolução HD;
  • Câmara frontal de 8MP;
  • USB tipo C;
  • Sistema Operativo Android 8.1 (Oreo).
O Samsung Galaxy Note 9 estará disponível em quatro cores: preto, azul, rosa e castanho. O dispositivo chega às lojas a 24 de Agosto de 2018.
A Sony atingiu um feito incrível com a PlayStation 4: as vendas da consola a nível mundial acumularam mais de 500 milhões de unidades.


Para celebrar este número, decidiram lançar uma edição limitada da PlayStation 4 Pro como forma de agradecimento aos fãs. Esta consola terá um disco de 2TB e um preço de 499€. Como qualquer boa edição limitada que se preze, só vão ser feitas 50 mil unidades, numeradas e com um aspeto azul escuro translucido.´

Cada edição estará numerada. Só haverá 50 mil unidades | Foto: PlayStation

Conteúdo da caixa da Edição Limitada da PS4 Pro 500 Million | Foto: PlayStation

Também o Dual Shock 4 desta adição terá o mesmo tratamento azul escuro translucido e fica prometido um auscultador sem fios nas mesmas linhas a serem lançados todos em simultâneo: 24 de Agosto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Depois dos rumores, a oficialização: vai haver mesmo uma série da Batwoman que vai encaixar no chamado Arrowverse da CW.



A protagonista está escolhida: Ruby Rose (Orange Is The New Black) irá vestir o papel da heroína e terá a sua primeira aparição num evento crossover especial que acontecerá em Dezembro entre as séries da CW que pertencem ao Arrowverse.


O surgimento desta série pode abrir o caminho para que a personagem de Batman chegue ao pequeno ecrã, já que foi confirmado que Batwoman vai viver em Gotham City e Oliver Queen refere o nome de Bruce Wayne na última temporada de Arrow.
Durante a última E3, a Sony tinha anunciado que o jogo God of War, dos estúdios de Santa Monica, iria receber o modo de New Game+, mas na altura não avançaram com datas concretas.



Este modo estará disponível a todos os jogadores que tenham concluido todos os níveis do jogo em qualquer uma das dificuldades e vai permitir que os jogadores possam repetir a história, mas mantendo tudo o que conseguiram na conquista anterior. A diferença será na dificuldade dos adversários, já que as criaturas que terão que enfrentar serão bem mais fortes.

Vão haver ainda novas opções de personalização, novos encantamentos ainda mais poderosos e ainda o que chamam de "Skap Slag" que vai permitir o upgade de armas ou armaduras para o estado "melhor dos melhores".

Para quem esperava por um bom motivo para regressar a este exclusivo da PlayStation 4, está aqui a melhor das justificações: um desafio bem maior que o jogo original, que chegará ao jogo a partir de dia 20 de Agosto.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O novo título da série de Super Smash Bros. está para chegar no final deste ano, e a Nintendo vai revelando as novidades do jogo às pinguinhas, para manter os níveis de hype bem lá no alto.



Hoje tivemos direito a um Nintendo Direct inteiramente dedicado a Super Smash Bros. Ultimate, com a apresentação de Sakurai, a grande mente por trás desta popular série de jogos.

Simon Belmont como personagem jogável em Smahs Ultimate | Foto: Nintendo
As novidades começaram com a inclusão de personagens da série Castlevania no jogo, em específico a personagem de Simon Belmont, com Richter Belmont a ser um Echo Fighter do seu antecessor. Também vamos poder contar com o próprio Dracula a aparecer como obstáculo no novo Cenário: Dracula's Castle e a personagem Alucard a ser um novo ajudante.

King K. Roll foi mais uma das novidades da apresentação | Foto: Nintendo
Também o King K. Rool da série de jogos Donkey Kong da SNES será uma das novas personagens no jogo, revelado mesmo no final do Direct.

Mas nem só de apresentações de personagens principais se baseou este Smash Direct, ainda ficamos a conhecer novos Echo Fighters, Cenários, modos de jogo, etc.

Dark Samus, uma das Echo Fighters anunciadas | Foto: Nintendo
Os Echo Fighters (personagens que imitam movimentos de outros lutadores, mas têm um aspeto diferente), para além de Richter Belmont, existem outros dois Echo Fighters no jogo. São eles o Chrom, da série Fire Emblem e a Dark Samus, da série Metroid.

A maior parte dos Cenários de Super Smash Bros. Ultimate são já conhecidos de jogos anteriores, mas também há Cenários completamente novos, tais como o já referido Dracula’s Castle e New Donk City Hall, de Super Mario Odyssey. O jogo terá mais de 100 cenários, (300 se considerarmos as variantes Battlefield e Omega) e cada cenário suporta combates de oito jogadores e inclui a possibilidade de desativar perigos.
Ainda sobre os Cenários, será possível ativar um novo modo de jogo no qual podemos alternar o combate entre 2 campos de batalha distintos.

Shovel Knight é um dos ajudantes novos | Foto: Nintendo
Há uma nova lista de Itens, Ajudantes e Pokémon para este exclusivo da Switch, bem como a confirmação do regresso do Classic Mode. O modo de Stamina Battle é uma novidade, tal como um outro ainda por revelar.

Como as novidades presentes na apresentação não chegavam, a Nintendo confirmou ainda através das redes sociais que vai ser lançada uma Edição Limitada do jogo. As pré-reservas supostamente já estarão a decorrer, no entanto ainda não conseguimos confirmar onde podem ser feitas em Portugal, nem o seu preço.
A Edição Limitada de Super Smash Bros. Ultimate vai incluir o comando da GameCube exclusivo de Smash, juntamente com o seu adaptador para a Switch, para além do jogo.
Edição Limitada de Super Smash Bros. Ultimate | Foto: Twitter da Nintendo of Europe

Fiquem aqui com a apresentação completa:

Numa altura em que o Android Pie é a versão mais recente do sistema operativo móvel da Google, a Samsung anuncia que vai atualizar até Março do próximo ano, um total de 12 dispositivos para o Android Oreo.



Numa altura em que a grande maioria dos smartphones da gama S e A já têm a versão da bolacha do Andorid, agora parece que chegou a vez da familia J receber o upgrade de software.

A lista das atualizações é a seguinte:

  • Galaxy J7 Neo – Dezembro 2018
  • Galaxy Tab A 2017 – Janeiro 2019
  • Galaxy A9 Pro 2016 – Janeiro 2019
  • Galaxy C7 Pro – Janeiro 2019
  • Galaxy C9 Pro – Janeiro 2019
  • Galaxy J2 2018 – Janeiro 2019
  • Galaxy On5 2016 – Janeiro 2019
  • Galaxy On7 2016 – Janeiro 2019
  • Galaxy J7 2018 – Janeiro 2019
  • Galaxy J7 2017 – Janeiro 2019
  • Galaxy J7 Max – Fevereiro 2019
  • Galaxy J7 2016 – Março 2019
Falta agora saber quais serão os planos da marca Sul Coreana para a atualização dos seus terminais para o Android Pie.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Neste que é o 11º filme da DC Animeted Movie Universe, é também a 3ª vez em 11 anos que a DC mostra a morte do Homem de Aço num filme.


Em 1992, a DC Comics surpreendeu o mundo com um número que viria a ser um dos seus mais famosos da história, não só da empresa, como também da banda desenhada: The Death of Superman (A Morte do Super Homem).

Capa original da Banda Desenhada | Foto: Wikipedia
A história tinha sido contada em filme pela primeira vez em 2007 com Superman: Doomsday e depois novamente em 2016 em Batman v Superman: Dawn of Justice, mas este ano recebemos o filme que mais se aproxima da história original contada nas BD's.

Os fãs mais antigos já podem conhecer a história mas os mais novos podem desconhecer por completo ou achar que é apenas material de lendas, mas a verdade é que The Death of Superman se apresenta sem pudores nem complexos de mostrar tudo o que acha ser útil, embora às vezes peque por escasso. O maior exemplo disso é o facto de não sabermos quem é o vilão da história, apenas sabemos que é um monstro vindo do espaço e que começa a matar pessoas e a destruir tudo ao seu redor.

Super Homem e Doomsday numa batalha renhida | Fonte: CBR
O Super-Homem, embora seja o elemento principal da história, vê-se obrigado a partilhar o protagonismo com outros 2 elementos muito importantes: Clark Kent e Lois Lane, mais especificamente, o relacionamento entre estas 2 personagens. O filme esforça-se por nos mostrar como é que Clark lida com a sua dupla identidade e qual a relação que Clark mantém com Lois e a relação que as pessoas mantêm com o Super-Homem.

Lois Lane e Clark Kent: uma história de amor | Foto: Geektyrant
Aliás, a "dependência" e o carinho que as pessoas têm pelo Homem de Aço é um dos grandes focos da história, para que melhor se perceba a falta que Superman faz no mundo. Para ajudar a mostrar que o Super Homem é preciso, podemos contar com os elementos da Liga da Justiça que, ao lutarem em conjunto contra Doomsday (Apocalypse em Portugal) são facilmente derrotados, sendo que a que mais próxima esteve de se aguentar foi a Mulher Maravilha.

Mulher Maravilha e Super Homem, 2 fundadores da Liga da Justiça | Foto: DC Comics
Este filme foi muito bem pensado e tem um ritmo simpático para o espectador. Não tem muitos momentos mortos e vai mantendo a ação a acontecer para que nunca se torne desinteressante. O fator "comédia" que tanta falta faz nas versões live-action dos filmes da DC, aqui estão bem presentes, fazendo com que naqueles momentos apropriados se possa esboçar um sorriso ou até mesmo soltar uma gargalhada.

Um grande herói (Super Homem) precisa dum grande vilão (Lex Luthor) | Foto: Newsarama
Quem é fã e já conhece a história, desengane-se: não vai ver nada de muito especial ou espetacular nesta longa metragem. Mas ainda assim não deixa de ser um bom investimento de tempo. Se por outro lado, não conhecem a história mas sentem-se curiosos, esta talvez seja a forma mais interessante de o fazer.

Super Homem a usar a sua visão de calor contra Doomsday | Foto: Verge
The Death of Superman não é perfeito, nem nada que se pareça, mas é uma excelente adaptação duma história que marcou o mundo da banda desenhada e dos super heróis. Pelo menos, é a melhor de todas até ao momento. Embora possa parecer uma abordagem desnecessária a uns, eu vejo esta nova incursão pela história com bons olhos. É uma longa metragem bom conseguida que nos deixa imersos na história e que não se coíbe de fazer coisas por ser de animação: pode ser em desenhos, mas não é necessariamente só para crianças.

A cena da capa da BD, reinterpretada no filme | Foto: GeekStorm
É bom relembrar que este filme é apenas a primeira parte e que só na próxima é que a história vai ser concluída... Mas para isso teremos que esperar por 2019.